quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Um beija-flor meu amigo!
Nesse mar de coisas ruins acontecendo, hoje tive alguns momentos diferentes.
Fazer a descoberta do tempo para dedicar na prática a um ser lindo, sobre o qual se debruçaram tantos escritores é algo muito bom.
Ficar velho, adquirir experiência, paciência, conquistar mais tempo para pensar e agir, vive-se a aprender de forma diferente.
Hoje a tarde, vieram nos visitar uma cunhada, a Áurea, seu marido, o Boros e um Padre amigo, o Manoel. Durante o bate papo, entrou na sala ao lado um beija-flor e o pobre pássaro ficou perdido, sem conseguir sair da sala – mesmo que uma porta de quase um metro de largura ficasse escancarada -, debatendo-se, não sei porque, contra o teto...
Depois que as visitas saíram, resolvi “conversar” com ele e tentar me aproximar pois senão teria de arranjar um meio mais violento para pô-lo para fora e, decididamente, uma casa não é lugar para esse pássaros.
Umas duas horas depois, com uma vasilha com água e um pouco de farelo de biscoitos, me aproximei com o máximo cuidado possível, fiquei por perto, fiz com que pousasse na vasilha, depois nos meus dedos, até pegá-lo, sob protestos em alto e bom som pois o pobre devia achar que eu queria fazer-lhe algum mal e, ao que consta nas histórias sobre esses bichinhos, alguns até morrem com o alto nível de estresse nessas situações pois seu coração naturalmente bate muito acelerado...
Soltei-o logo em seguida mas, fiquei triste porque depois, vi que ele tinha perdido duas penas até grandes no "embate" comigo...
Ah, como é bom aprender com essa tal de vida, foi só questão de paciência, uma coisa que havia visto nos últimos dias em posts no Facebook, pessoas que interagem com esses pássaros ariscos e rápidos e ... como nos entendemos bem. Nunca pensei em fazer algo do tipo e, devido à “vai idade”, os braços ficaram doloridos de ficarem para cima... E, ele teve toda minha atenção por horas.
Mas, deve ele estar por ai, em seu ninho, fora de um lugar que não o dele.
Vamos ver se o encontro outra vez para completar a interação pois, sempre os há nas bananeiras que enfeitam o lado da casa, daquelas que dão flores...
Até mais, amigo. Grato pela aula e, desculpe o mau jeito!
Fiquei muito alegre por ter começado um novo tipo de relacionamento pois, de ficar sentado no quintal, tentando imitar pássaros assobiando, já sou escolado e de vez em quando alguns "amigos" me dão um pouco de sua atenção, "cantando" comigo.
É algo que costuma me fazer muito bem!
Que tal você experimentar, mesmo que possa parecer estranho e bobo... Acho que é um bom passo à frente nessa grande aprendizagem que é a escola da vida e, claro, nos faz muito bem!
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